quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A Física Nuclear

A física nuclear estuda as propriedades e o comportamento dos núcleos atômicos e os mecanismos das reações nucleares.

Esta área da ciência teve início a partir da evolução do conceito científico a cerca da estrutura atômica, pois até meados do século XIX acreditáva-se que os átomos eram esferas maciças indestrutíveis e indivisíveis. Esses conceitos estavam de acordo com a teoria atômica de John Dalton.


Para extrair um elétron de um átomo, é necessária uma certa quantidade de energia. Da mesma forma, cada núcleo (próton ou nêutron) necessita também de grande quantidade de energia, que é da ordem de milhões de vezes. Por esse motivo, a física nuclear é denominada física de alta energia.



A física nuclear tem como objeto de estudo o núcleo atômico e suas propriedades. Os núcleos possuem propriedades que podem ser classificadas como estáticas (carga, tamanho, forma, massa, energia de ligação, spin, paridade, momentos eletromagnéticos, etc.) e dinâmicas (radioatividade, estados excitados, reações nucleares, etc.).

Estas propriedades são analisadas através de modelos nucleares que são baseados na mecânica quântica, relatividade e teoria quântica de campos. A descoberta de que os nucleons (protons e neutrons) são na realidade sistemas compostos, redirecionou o interesse dos físicos nucleares para a investigação dos graus de liberdade de quarks e, com isto, atualmente os domínios da pesquisa da física nuclear e da física de partículas se tornaram interligados.

Fonte:pt.wikipedia.org/wiki/Física_nuclear

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A mecânica clássica

A Mecânica Clássica se refere às três principais formulações da mecânica pré-relativística: a mecânica newtoniana, a mecânica lagrangeana e a mecânica hamiltoniana. É a parte da Física que analisa o movimento, as variações de energia e as forças que atuam sobre um corpo. No ensino de física, a mecânica clássica geralmente é a primeira área da física a ser lecionada.


Teoria

A quantidade problemas resolvidos a partir da mecânica clássica é grande, isso acontece porque seus axiomas, ou princípios são gerais. Dentre esses os principais são:

O espaço é absoluto, não podendo sofrer alteração.
Da mesma forma que o espaço o tempo também é absoluto, não sofrendo mudanças.
A velocidade de um corpo pode crescer indefinidamente.

Unidades de medida

Qualquer medida física só tem algum significado se for acompanhada da respectiva unidade e da incerteza do processo de medida.

A importância da unidade de medida é intuitiva: um texto que se refira a uma 'velocidade de 30' está claramente incompleto se não for especificada a unidade da velocidade, como em 'velocidade de 30 km/h' ou 'velocidade de 30 m/s'.

Já a incerteza do processo de medida é uma informação que é frequentemente negligenciada. Qualquer processo de medida possui uma incerteza inerente. Por exemplo, uma régua escolar é precisa até a unidade dos milímetros, portanto qualquer medição feita com este instrumento deve ser registrada com esta informação. Ou seja, a medição efectuada com uma régua escolar tem um erro de aproximadamente 0.5 milímetros (é metade da divisão menor). Por exemplo, o comprimento de um determinado fio é 20 cm, dizemos que o seu comprimento é 20 ± 0.05 cm; logo, o comprimento exacto do fio encontra-se entre 19.95 e 20.05 cm.

O erro de medida fica cada vez menor a medida que suas unidades são divididas em mais partes. Se, com ajuda de algum aparelho especial, um milímetro de uma régua comum for dividido em 10 partes a medição será mais exata do que apenas usando o milímetro como unidade. No entanto, isso não elimina a incerteza: apenas a diminui. A medida de uma grandeza se faz, adotando-se uma medida ou convenção denominada padrão, através desta, determina-se os múltiplos e submúltiplos do padrão.

Em cada lugar do mundo se media de diferentes formas, cada maneira de medir se chamava Sistema de medida.hoje em dia se usa no mundo inteiro o Sistema Internacional de Unidades (SI) um sistema padrão. No Brasil, o sistema utilizado é o SI, cada sistema de unidades tem uma unidade padrão para cada medida.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mec%C3%A2nica_cl%C3%A1ssica

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Gravitação

A força gravitacional é a mais fraca das interações básicas que ocorrem entre as partículas elementares. Também é difícil observar a força gravitacional entre os corpos da vida diária, embora possam Ter massas de milhares de quilogramas. A gravidade, porém, tem importância fundamental ao se considerar as interações que envolve corpos muito grandes, como os planetas, ou a lua ou as estrelas.

É a gravidade que nos mantém na terra, e que mantém a terra e os outros planetas, no sistema solar. A força gravitacional tem papel importante na evolução das estrelas e no comportamento das galáxias. Num certo sentido, é a gravidade que mantém a unidade do universo.

No que diz respeito ao estudo da força gravitacional e suas interações, é de primordial importância o estudo e o conhecimento das leis de Kepler sobre o movimento planetário e as leis que se relacionam à lei da gravitação de Newton.

As Leis de Kepler

A humanidade sempre foi fascinada pelo céu noturno, com a miríade de estrelas e corpos celestes. O estudo da astronomia é uma ciência muito antiga, vem se desenvolvendo desde a época dos faraós egípcios. Tal ciência sofreu também muitas mudanças em seus princípios e conceitos até chegar ao que conhecemos de astronomia hoje, na modernidade, e mesmo com a chegada do homem à lua e as diversas experiências espaciais, há muito ainda à ser desvendado no vasto campo da astronomia.

Levando em consideração a evolução desta ciência ao longo da história, é interessante destacar-se três cientistas, que propuseram os modelos astronômicos conhecidos.

O primeiro modelo foi publicado por Ptolomeu, aproximadamente em140 d.C.


Seu modelo conhecido como modelo geocêntrico propunha a terra como centro do universo, estando os outros planetas e o sol, em sua órbita, movendo-se em órbita de círculos simples e com planetas girando em torno da terra em trajetórias mais complicadas, construídas por pequenos círculos sobrepostos aos círculos maiores. Este modelo complexo e errôneo, agradava aos padrões da igreja, e prevaleceu por quatorze séculos, até ser polemicamente substituído, em 1543 pelo modelo de Copérnico, no qual, o sol e outras estrelas eram fixos e os planetas, inclusive a terra, orbitavam em torno do sol em órbitas circulares.

No final do século XVI, o astrônomo Tyco Brahe estudou os movimentos planetários , e fez observações que eram consideradas mais exatas do que todas até então disponíveis.

Com dados de Tyco Brahe, Johannes Kepler, depois de muitas tentativas, descobriu que as trajetórias reais dos planetas em torno do sol, eram na verdade elípticas. Mostrou também que os planetas não se movem com velocidade constante, mas são mais rápidas nas vizinhanças do sol, e mais lentas longe do sol.

Finalmente, Kepler descobriu uma relação matemática precisa entre o período de um planeta e sua distância média do sol. Estes dados foram enunciados por Kepler como três leis do movimento planetário.

Foram estas leis que proporcionaram a Newton a base para a descoberta da lei da gravitação.

As leis de Kepler são:

>Todos os planetas descrevem órbitas elípticas com o sol em um dos focos.
>A reta que une o sol a um planeta varre áreas iguais em tempos iguais.




O quadrado do período de revolução de qualquer planeta é proporcional ao cubo da distância média do sol.
(T1/T2)²=(D1/D2)³, onde T1 e T2, são respectivamente, período de revolução de um planeta 1 e outro 2, e D1 e D2 as respectivas distâncias em relação ao sol. As distâncias são calculadas em UA(unidades astronômicas), uma unidade astronômica eqüivale à 149,6 milhões de quilômetros, ou seja, a distância média da terra ao sol.

Lei da Gravitação de Newton

A lei da gravitação de Newton, afirma que todo corpo exerce uma força atrativa sobre outro corpo, força esta que é proporcional à massa dos dois corpos e inversamente proporcional ao quadrado das distâncias que os separa. A lei da gravitação de Newton, (ou lei de atração universal) pode escrever-se como uma equação vetorial simples. Sejam m1 e m2 duas massas puntiformes separadas pela distância r12, que é o módulo do vetor r12 que aponta da massa m1 para m2. A força exercida pela massa m1 sobre m2 é então:

F12=Gm1m2ř12/r²12 , onde G é a constante de gravitação universal que tem valor

G= 6,67x10-11 N.m²/Kg².

Tal medida é calculada experimentalmente, o primeiro a calcula-la, foi Henry Cavendish, utilizando o experimento conhecido como balança de torção de Cavendish.

Para realizar este experimento, é calculado o ângulo de deslocamento da balança através da aproximação de duas massas maiores às massas menores na balança. Através deste ângulo q de deslocamento, é possível então calcular a constante.




Fonte: http://www.angelfire.com/ct2/3lambda/Gravitao.html

terça-feira, 6 de julho de 2010

JABULAAAAAAANIIIIII


Aerodinâmica da Jabulani

Segundo Derek Leinweber e Adrian Kiratidis, que já estudaram a aerodinâmica de bolas de futebol, golfe, críquete e vários outros esportes, as manifestações dos jogadores sobre a Jabulani têm razões bem mais profundas do que simplesmente agradar este ou aquele patrocinador.

Bola rápida e imprevisível

A nova bola é de fato mais rápida, faz curvas de forma imprevisível e é sentida como sendo mais dura no impacto. Os físicos afirmam que a maior dificuldade em lidar com a Jabulani deverá ser sentida pelos goleiros.

"Embora a Fifa tenha normas rígidas sobre o tamanho e o peso das bolas, eles não dispõem de regulamentação sobre a superfície externa das bolas.

"A Jabulani tem uma textura com pequenos sulcos e 'aero ranhuras', e representa uma ruptura radical com a bola Teamgeist ultra-suave, que foi utilizada na última Copa do Mundo," disse o professor Leinweber.

Diferenças da Jabulani

"A Teamgeist foi uma grande tacada na última Copa do Mundo. Como ela era muito lisa - muito mais lisa do que uma bola de futebol comum - ela tinha uma tendência a seguir uma trajetória mais curva do que a bola convencional, e a cair mais repentinamente no fim da sua trajetória.

"Em comparação, os sulcos aerodinâmicos na Jabulani têm tendência a criar uma turbulência em volta da bola suficiente para sustentar seu voo por uma distância maior, e é uma bola mais rápida, mais dura no jogo.

"A expectativa é que a Jabulani faça mais curvas do que qualquer bola encontrada anteriormente. Os jogadores também estão descobrindo novas oportunidades para lançar a bola de maneira errática, para desespero dos melhores goleiros do mundo. Ao atingir o goleiro, a Jabulani terá desviado e mergulhado, chegando com mais força e energia do que a Teamgeist," conclui o físico.

Fonte: http://quanticalizando.blogspot.com/2010/06/fisicos-explicam-aerodinamica-da.html
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=aerodinamica-jabulani-bola-copa&id=010160100610

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Seriado Cosmos

Cosmos - foi uma série de TV realizada por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan, produzida pela KCET e Carl Sagan Productions, em associação com a BBC e a Polytel International, veiculada na PBS em 1980. A série Cosmos é um dos mais formidáveis exemplos da amplitude e eficácia que a divulgação científica pode atingir por meios audiovisuais, quando servida por uma personalidade carismática como Carl Sagan e por meios técnicos adequados.




Filmagens

Filmado ao longo de três anos, em quarenta locais de doze países, o programa Cosmos abriu a janela do Universo a mais de 500 milhões de pessoas. O segredo desta série de treze horas foi o talento de comunicador de Sagan, capaz de desmitificar o que até então fora informação científica inacessível. A versão escrita deste programa continua a ser o livro de divulgação científica mais vendido da história.

Lançamentos

Editada recentemente pela Cosmos Studios (parte de uma fundação criada para a divulgação científica), a versão DVD da série disponibiliza um total de 780 minutos de material, distribuidos por 13 episódios de 60 minutos cada (cada epsiódio está repartido em 13 capítulos de acesso directo). Os materiais incluidos na edição DVD foram revistos pelo próprio Carl Sagan e pela sua esposa e ajudante, Ann Druyan, e após cada episódio encontrará uma apresentação das actualizações e novas descobertas científicas feitas nas matérias expostas desde o lançamento original da série nos anos 80. A partir de março de 2008 o canal brasileiro TV Escola começou a reapresentar este documentário dublado em português.

Inspirações

O cientista brasileiro Marcelo Gleiser apresentou em 2006, no Fantástico, uma serie denominada Poeira das Estrelas, um programa de divulgação científica feito nos moldes de Cosmos, segundo Gleiser, o nome de tal série foi dada graças a uma frase dita por Carl Sagan na série Cosmos dizendo que: "Todos nós somos seus filhos", tal episódio da série de Sagan contava sobre estrelas, Gleiser remodelou tal frase dizendo no primeiro episódio de Poeira das Estrelas: "... uma vez o astrônomo americano Carl Sagan disse que somos todos 'Poeira das Estrelas'".

sexta-feira, 11 de junho de 2010


por Luiz Clement

O ouvido humano detecta, basi-camente, freqüências sonoras queficam na faixa de 20 Hz à 20 kHz.Essa acaba sendo a faixa de áudiointeressante para salvar e reproduziro som original. Atualmente tem sidomuito comum o armazenamento deáudio na forma digital, principalmen-te devido à popularização do forma-to CD introduzido pela Philips em1982. Dentre as várias vantagens doformato digital em relação ao analó-gico, destaca-se a melhor qualidadede áudio, facilidade de processa-mento e menor consumo de largura

de banda. Fora isso, o formato áudio digital permite sua utili-zação e processamento em computadores e redes digitais.Com isso, acaba sendo interessante e por vezes necessário acompactação de arquivos de áudio, minimizando o espaçoocupado para seu processamento e armazenamento.
Uma forma muito utilizada é a conversão dos arquivos deáudio em mp3. Arquivos .mp3 são uma combinação de méto-dos avançados de compressão de arquivos .wav, preservandosuas características originais. O algorítmo de compactação domp3 corta freqüências muito altas, acima dos 20kHz, que, emgeral, não são audíveis pelo ouvido humano. Só aí já são mui-tos bytes economizados. Para essa compactação, um bancode filtros pega pequenas amostras do sinal e através do algo-ritmo de compactação do mp3 gera um novo sinal diferentedeste, menor, mas que soa aos nossos ouvidos como o pri-meiro. Em qualquer música, se duas freqüências muito próxi-mas forem "tocadas" ao mesmo tempo, nosso ouvido somen-te ouvirá a mais forte, ou seja, o mp3 simplesmente diminui onúmero de bits desse sinal mais fraco e mantém os bits do si-nal mais forte, diminuindo assim o tamanho final do arquivo naproporção 12:1 (doze para um). Dessa forma, busca-se retirarde um sinal de áudio normal, como um arquivo wave, todos ossinais redundantes e irrelevantes que não sensibilizam nossoouvido. O que se deve salientar é que para sistemas de áudiocom resposta em grandes faixas de freqüências (graves eagudos) o mp3 não deve se configurar como a sétima maravi-lha. No entanto, em aparelhos de som normais não se detectadiferenças na qualidade de som.
Fonte: www.ime.usp.br/~walter

domingo, 6 de junho de 2010

Motor flutuante dispensa eixo e gira sobre água

Cientistas japoneses criaram um motor rotativo apoiado unicamente em uma gota de água, girando em seu interior quando um campo elétrico é aplicado à gota.


O feito tem grande potencial para uso em dispositivos ópticos e nos biochips.

Motor fluídico

Hoje, são usados fluidos transparentes com altos índices de refração para controlar o movimento ou a inclinação de microplacas, que por sua vez controlam a passagem da luz usada para controlar as reações ou detectar compostos químicos no interior dos biochips.

Os cientistas já haviam conseguido fazer com que as placas se movessem na horizontal e na vertical, mas até agora nenhum grupo havia conseguido fazer um movimento giratório.

Como os polarizadores ou as redes refratoras normalmente têm suas funções controladas por movimentos rotacionais, um “motor fluídico” era um objetivo longamente perseguido.

Motor flutuante

O feito foi alcançado pelo Dr. Atsushi Takei e seus colegas da Universidade de Tóquio, que exploraram um fenômeno conhecido como electrowetting, ou eletroumectação – a capacidade de controlar eletricamente como os líquidos interagem com superfícies sólidas.

O motor é formado por um rotor metálico, não circular, depositado sobre uma gota de água ou outro fluido.

Para fazer a energia chegar ao motor flutuante, foram construídos eletrodos dispostos ao redor da gota. Com a alteração da tensão aplicada aos eletrodos, a gota se deforma, criando um torque entre a gota e o rotor, fazendo com que o rotor gire.

Motor transparente

Os pesquisadores enfatizam que a maior vantagem do seu motor flutuante é que ele pode ser fabricado inteiramente com materiais transparentes, o que o torna totalmente adequado para aplicações ópticas.

Eles agora pretendem partir para a miniaturização dos motores flutuantes, porque os dispositivos ópticos estão sendo construídos cada vez em menor escala. Segundo o grupo, o maior desafio é que, quanto menor a escala, mais difícil se torna controlar as forças sobre a gota.

barata